domingo, 13 de setembro de 2015

O que é o amor afinal? 

Há alguns dias me desafiaram a responder qual era o "maior amor", e minha resposta confusa e um pouco contraditória chocou algumas pessoas, pois como alguém pode ousar dizer que não existe amor se diz "eu te amo" para as pessoas que considera importantes? 
Enfim, tive um grande momento de reflexão, talvez como filósofos - ou não - e cheguei a pontos que iam formando uma nada breve conclusão. 

Como cristã, acredito que não existe amor maior que o de Deus. Afinal, nenhum ser vivo na terra teria a capacidade de perdoar, de ter misericórdia, de compreender e de se sacrificar entregando um filho para lavar os nossos pecados. 
Esse amor de Deus por nós, tenho pra mim que seja o verdadeiro amor. E notem que eu disse "verdadeiro amor" e não "amor verdadeiro". Qual a diferença? Linguisticamente falando, nenhum - eu acho -, mas na minha concepção, "verdadeiro amor" refere-se a algo que dentre muitos significados tem um que realmente é "verdadeiro", importante, um destaque. Já "amor verdadeiro" passa a impressão de que há possibilidade de existir um falso. Deu pra entender? Provavelmente não, já que ainda estou tentando organizar minhas ideias. Mas chega dessa coisa de significados, e vamos voltar ao assunto... 
Se o amor que Deus sente por nós é o maior, então o que sentimos uns pelos outros é o que? 
Na minha humilde opinião de menina que sempre viu o amor como o final feliz de filmes românticos e contos de fadas, o amor não existe (barulho de explosão)! Bom, ESSE "amor" não existe. 
Ouvi um dia uma sabia mulher dizendo que o amor está nas atitudes. E essa simples frase foi o ponto final das minhas reflexões. 

O amor HUMANO está baseado em atitudes e por esse fato não é eterno como o Deus - ou do "felizes para sempre". Mas não é por não ser eterno que deixa de ser amor. 
Nós amamos nossos pais, nossos amigos, familiares, namorados e bichos de estimação e esse amor é um tipo de recompensa pela atitudes deles conosco, afinal, ninguém pode dar aquilo que não tem ou recebe. 
Já ouviram aquela historia da gentileza? "Gentileza gera Gentileza". Então... Com o amor é igual. Se alguém nos faz algo bom, nós os amamos, nós o queremos por perto, queremos fazer algo bom por ele também para mostrar que o amamos. Se alguém nos faz mal, nós passamos a ter algo contra quase de imediato (E não! Não existe NINGUÉM no mundo que AME alguém que só fez mal. Não sejam hipócritas e vistam-se como os falhos seres humanos pecadores que são!).

Amor gera amor, assim como a gentileza gera gentileza e a maldade gera mais maldade. Porém como seres subjetivos, que vivem em constante mudança, a pessoa que te fez mal pode um dia lhe fazer o bem e o ódio se tornar amor, ou vice-versa. O amor humano não é eterno. 

Se digo que lhe amo, é porque naquele momento realmente lhe amo e tudo que estiver ao meu alcance pra te provar eu farei, porque nosso amor se baseia em atitudes e não sentimentos. E pode ser que um dia esse amor deixe de existir, pois nós somos feitos de mudanças. 
Que isto fique claro pra mim mesma em primeiro lugar e pra vocês. 

O amor existe em diversas possibilidades e significâncias. E ele vai do verdadeiro amor para os cristãos, do amor perfeito para os viciados em livros e filmes, do amor de mãe que é inigualável, e por muitos outros até o amor cotidiano que é aquele que você exerce todos os dias através das atitudes  com aqueles que são iguais a ti... Humanos. 





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