terça-feira, 30 de junho de 2015

Histórias, momentos, conversas... Tudo jogado em algum lugar secreto demais para descobrimos onde fica. O que um dia pode ter sido desejado "cair no esquecimento", o que sempre fará parte do nosso passado e de quem somos, desaparecerá da histórias.
Fotos excluídas, arquivos queimadas, pertences dados à algum desconhecido.
Somos personagens de séries de TV que são mortos em todos os finais de temporadas, porém são reinventados no começo delas. Caímos, levantamos, morremos e voltamos em outra casca a todo momento. Nossas histórias se perdem entre outras tantas histórias. Somos apagados. Nos tornamos invisíveis. Caímos no esquecimento. 
Não somos guardados em disquetes, HDs, CDs, DVDs, pendrives ou nuvens. Só estamos ali naquele momento, e quando acaba, deixamos de estar. 
Saímos de nossas próprias historias sem ao menos cumprir aviso prévio. 
Basta um "PUF" para sumir da eternidade de memórias incríveis criadas para o nada.
O que resta no final da temporada é sempre um aprendizado clichê que você decide se vai levar ou não para seu próximo personagem. E não caro amigo, não estou falando de vida após a morte ou reencarnação. Falo dos nossos momentos como aprendizes do que significa ser humano, onde as temporadas podem durar anos.
Vivemos em um carrossel que nunca para de girar, como diria Meredith Grey. Mas a cada giro temos percepções diferentes. Nunca será igual, nunca terá volta. 
Nem mesmo memórias restam do passado. Até elas são apagadas quando estamos com falta de espaço. Nós sumimos de nossas próprias mentes assim como as abelhas estão sumindo de todo o mundo.
Mas então, o que vai restar no final? 



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