quinta-feira, 28 de maio de 2015

Chega um certo momento da vida que tudo que fazemos, sentimos e planejamos vai pra balança. 
Não devo falar só por mim quando digo que vivemos calculando o peso das coisas em nossas vidas. 
Estou no auge dos meus 20, e não cheguei nem perto da metade, mas, quando somos mais jovens os pesos são mais leves. 
Conhecemos pessoas que achamos que ficarão em nossas vidas para sempre, desgostamos de pessoas só por "não ir com a cara dela", e fazemos dramas atrás de dramas por medo não ser aceito. Bom, na parte de "não ser aceito", eu não garanto que vai passar, pois a gente tem uma maniazinha de achar que nunca seremos "bom o suficiente", mas em relação às outras coisas...
Com meus 20, aprendi que pessoas vão chegar e sair da minha vida a todo momento. Que algumas partidas vão doer como se tivessem arrancando meu coração do peito e que outras eu nem vou sentir falta. Aprendi também que "não ir com a cara" de determinada pessoa não me fará ser melhor do que ela, afinal, não sou melhor do que ninguém, e "não ir com a cara" é superficial demais pra ser um motivo. Notei que os pesos da minha balança agora são diferentes. Antes eles eram planos, e agora é real.
O peso dos 15 é o constante planejamento do que queremos ser no futuro, já o dos 20 é constante questionamento de quem você é agora.
Nunca deixamos de fazer planos, mas a cada ano que passa pisamos com mais firmeza nessa estrada cheia de pedregulhos chamada vida. Se aos 15 você achava que com 20 já estaria com boa parte dos planos concretizados, aos 20 você percebe que ainda está só no começo da batalha, e que tem muita pedra pra entrar no sapato ou te fazer tropeçar.
A cinco anos atrás eu jamais escreveria isso, a 3 anos atrás eu duvidava que a vida tinha um sentido, a 1 ano atrás eu me achava esperta o suficiente pra entender muita coisa, a 4 meses atrás eu temia pelas minhas próprias escolhas, a 1 mês atrás eu questionava a mim mesma coisas que nunca pensei que sentiria/faria e ontem eu estava chocada com a quantidade de pessoas que foram embora da minha vida sem ao menos dizer um "adeus". Amanhã pode ser que ao acordar eu descorde de metade dessas coisas, daqui 10 anos eu sei que vou olhar pra esse texto, sorrir e dizer pra mim mesma "essa menina não sabia nem metade das coisas e já achava que sabia muito", mas a vida é essa coisa maluca com um sentido abstrato e estrada difícil. É feita de escolhas, mas não vem com manual de instruções ou valor estatístico de possibilidades que podem ou não dar certo. É um tiro no escuro. E cabe somente a você saber como aproveita-lá.
Aproveite enquanto há tempo.



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