segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Tarefa difícil se descrever. Aprendi um dia desses que nós descrevemos tudo e todos, mas quando chega a vez de falar de nós mesmos as mãos tremem, o coração palpita, as bochechas coram e a voz falha. É difícil contar pra alguém todos os teus defeitos. Eu por exemplo não saio falando por ai que sou extremamente estressada, me irrito fácil, sou preguiçosa, sou ciumenta e as vezes rancorosa. E é ainda mais difícil exaltar as tuas qualidades. Ninguém quer parecer uma pessoa que só se elogia. Imagina se eu vivesse falando que eu sou perfeccionista, que eu sonho em ter uma ONG para ajudar animais de rua, que eu cozinho bem quando eu quero, que me saio bem como dona de casa e que sou uma pessoa organizada.  
Eu sei que dizer que sou unica com todos os meus defeitos e qualidades é clichê, mas o clichê é necessário, então é exatamente assim que me descrevo: UNICA.
Eu sou um mar profundo de fatos e curiosidades que ninguém nunca vai conhecer completamente. Algumas pessoas preferem conhecer apenas a superfície, a parte rasa, e não as julgo. Sei que é mais fácil conviver com o meu lado sorridente, meu lado forte, meu lado moleca e brincalhona. Outras pessoas se aprofundam um pouco, deixam a água bater no joelho, e as vezes até na cintura. Essas, conhecem toda a parte rasa, mas também convivem com algumas neuras e paranoias. Algumas poucas mergulham. E orgulhosamente falo que elas eu posso contar nos dedos. Elas conhecem todo o lado bom, mas optaram por mergulhar pra de vez em quando me resgatar de mim mesma. Porque acreditem ou não, tenho o meu lado fraco e tenho alguns monstros. E uma coisa que aprendi ao longo dos anos foi que todos nós temos dois lados: o da luz e o das trevas. Porém, mesmo com todas essas pessoas, que se arriscam ou não a entrar nessa imensidão de sentimentos, nenhuma conhece tudo e nem quero que conheçam. O meu eu completo só o "Cara lá de Cima" sabe. 
Só digo pra vocês que um dia eu perdi todas as esperanças, mas a minha fé reergueu todos os meus alicerces. 







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