quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Dizia minha avó que quando eu crescesse ninguém me passaria a perna. Ela falava que eu era esperta demais pra isso. Eu enxergava a maldade pelos olhos, tinha a intuição afiada. O tempo passou e eu perdi a conta de quantas vezes não fiz jus as palavras dela. Eu sempre quis ser a malandra da história, mas nunca passei de alguém que sempre acreditou na bondade e na sinceridade das pessoas.
Fui enganada por muitos olhos de "cigana obliqua e dissimulada" e sei que infelizmente isso ainda acontecerá. Porque apesar de sempre ter um pé atrás, quando eu me jogo é de cabeça, sem olhar pra trás, sem pensar nas consequências. Eu tenho essa mania irritante de acreditar em bondade e em sorrisos fáceis. Esqueço-me de que os olhares mais expressivos são os mais enganosos, que a bondade não existe e que os sorrisos mais fáceis escondem segredos. 
É vó, o desamor gerou tanta maldade que nem a sua pequena malandrinha consegue derrotar.









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