terça-feira, 16 de setembro de 2014

O tempo voa, a vida passa e não te espera. 
As coisas a sua volta acontecem e "desacontecem" o tempo todo. As pessoas mudam, você muda. E um belo dia o que você achava ser eterno acaba, alguém te decepciona, o fim da linha chega e você vive um pequeno fim do mundo. Você também acha que isso vai ser eterno, porque afinal, seres humanos tem um vicio estupido pelo famoso "PARA SEMPRE". A gente insiste em acreditar que amor e dor são coisas "infinitas". Balela! Balela? Bom... Depende do angulo que se vê. Já leu "A culpa é das estrelas"? Pois bem, o livro tem uma frase chave bem interessante. "Alguns infinitos são maiores que outros". Eu admito que concordo plenamente com isso. Nós idealizamos que a eternidade seja até o fim de nossas vidas, com isso, ou amaremos uma unica pessoa "até que a morte nos separe" ou morreremos sofrendo por um amor não correspondido (=dor).  Com o passar dos anos, principalmente nos últimos meses, entendi que o infinito não precisa ser "até que a morte nos separe" e mesmo que seja, a morte neste caso não está no sentido literal. Eu já vivi muitos infinitos e já morri muitas vezes. Vivi infinitas lembranças com amigos que foram embora. Vivi amores eternos que morreram. Mas a cada partida, a cada "morte", havia um recomeço, um renovo, uma ressurreição, uma nova EU. Não importa se o tempo de vida da amizade durou um ano, ela foi infinita enquanto durou. Não importa se o amor durou pouco ou muito tempo, foi eterno enquanto durou. Eterno da minha maneira. E sei que tenho muitos outros infinitos pra viver. Uns bem maiores que outros, espero. A gente tem que aprender que a eternidade não é essa idealização magnifica de contos de fadas. Eternidade é o presente, é o momento, é o que está sentindo ali naquela hora. Eternidade são as lembranças boas que a gente carrega, é o que a gente aprende com o que teve fim, é o fogo forte e quente, mas também é cinza. É aquele primeiro beijo bom, aquele abraço apertado. É o antigo você, e o novo também. O infinito está dentro de nós. E nós estamos em constante mudança. 






(E neste momento, eu juro, somos infinitos. - As Vantagens de Ser Invisível.)

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