segunda-feira, 17 de março de 2014

Desamor: E mesmo assim aquela necessidade incontrolável de falar com ele não passa.

Não sei mais se ele se lembra de como eu era perdidamente apaixonada por ele, ou se ele se lembra do timbre da minha voz, dos meus segredos e medos, das minhas manias, ou do fato de como ele adorava me ouvir "miando" enquanto eu dormia. Não sei mais se ele ainda a mania de passar a mão no queixo quando está pensando em algo importante, ou se ele ainda pisca duas vezes numa velocidade recorde e esboça um pequeno sorriso torto quando está com vergonha, não sei se ele ainda tem espasmos enquanto dorme ou se sente minha falta assim como eu sinto a dele. E nem preciso parar pra pensar, é fato que nós dois hoje em dia nos tornamos dois estranhos um para o outro. 
Preciso aqui admitir a minha imensa vontade de fazer tudo ser diferente. Há dias sinto uma necessidade incomum de ouvir aquela voz suave me dizendo que está tudo bem, e me contando as novidades dos meses que passamos separados. Há dias sinto um desejo incontrolável de ir atrás e falar tudo o que está aqui dentro guardado a sete chaves. Mas eu não digo, não vou atrás, por medo... Medo de ser recusada, medo de ser mais uma vez esclusa se é que ainda tem uma maneira pra isso. Tenho medo de me manifestar, por mais que já tenha perdido tudo, sei que a vida é filha da puta o suficiente pra me fazer perder um pouco mais, e perder até o que não tenho.
E por mais que as coisas a minha volta e as pessoas que realmente me entendem me aconselham a dizer algo, por mais sinais que apareçam na minha frente dizendo que não posso mais guardar essas coisas em mim, eu me recuso a falar uma palavra... E quem dera fosse por orgulho... Mas infelizmente é pelo maldito medo de perde-lo pela milésima vez em questão de meses... Eu não suportaria mais esse baque... Não sou forte o suficiente pra isso... Se duvidar, nunca fui forte suficiente pra porra nenhuma. 

- Karyne Santiago.



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