sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A essa altura do campeonato já nem sei porque ainda sinto essa necessidade estranha e insensata de escrever algo sobre você. Mas parece que algo incontrolável me domina e num piscar de olhos você vai parar em algumas poucas linhas de um texto qualquer.
Já passa da meia noite, e preciso acordar cedo, mas uma nuvem de pensamentos negros me domou, e você apareceu entre eles com suas duras palavras. E não se engane ao achar que elas são poucas, pois eu poderia fazer uma lista enorme de termos negativos usados por você falando sobre mim.
Eu não posso fechar os olhos sem te ver acabando com o pouco que restou de mim, eu não posso ficar tranquila sabendo que tudo acabou e que com o fim travamos uma batalha inútil um contra o outro. Eu nem sei quando o nosso fim se tornou uma batalha, nem sei como passamos de "quero te fazer feliz" para "espero que você morra" - e acredite quem quiser, a parte de querer o mal não é minha.
Faz tanto tempo que eu já deveria tê-lo deixado partir de minha mente, e eu lhe confesso que já tentei, mas foi inútil. Quando eu menos espero você está num pensamento qualquer, num convite para sair ou numa simples frase. Você aparece nas folhas dos antigos cadernos, nas agendas, nos diários e até mesmo nos cantos da casa. Aparece até mesmo quando olho pra trás e vejo o quanto evolui... Acho que esse momento é o que mais penso em você e lhe desejo ao meu lado... Queria que estivesse acompanhando cada passo dado, cada descoberta, cada detalhe mudado. Queria olhar em teus olhos e te ver sorrindo pra mim. Ah... O teu sorriso... Eu desejo este sorriso a tanto tempo que sonho com ele todos os dias e não posso me esquecer do brilho nos olhos castanhos...
É inacreditável tudo o que aconteceu, e mais inacreditável o fato de não conseguir escrever algo que não fale sobre você... Mas dizem que todo escritor tem alguém que o inspira, talvez esse meu alguém seja você.


- Talvez seja você, Karyne Santiago.





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