sábado, 8 de junho de 2013

Eu tentei. Juro pra você que eu tentei. Eu fui calma, eu fui legal, fui paciente, fui amiga, perdoei, aceitei ser pisada, atropelada, jogada do prédio mais alto da cidade, ser amarrada numa linha de trem, saltei de paraquedas sem um paraquedas, e o que eu ganhei? Um tapa na cara, um soco no estomago e uma rasteira. Pode me chamar de idiota, eu deixo! Faz umas 2h que eu estou gritando isso pra mim mesma. Mais idiota do que eu fui é impossível. Mas não me arrependo, sinceramente, não me arrependo. Fiz tudo isso e mais um pouco, fui mulher pra dar a cara a tapa até quando o direito de bater era meu, e pra qualquer outro ser humano isso teria valor, pra quem acompanhou o que eu fiz isso teve valor, só não teve valor para a criatura por quem fiz. Falar que não tem coração é inútil, pra mim isso não é falta de um coração e sim de caráter. Grito para os quatro cantos do mundo, o que eu vivi foi uma experiencia que me fez amadurecer. Eu sou mulher o suficiente pra assumir isso sem medo. Só que agora a coisa é mais em baixo. A onça acordou, a hora da raiva finalmente chegou, e o monstro está dando as caras. Sabe aquela historia de um exercito de um soldado só? Sabe as baboseiras sobre solidão? Aquelas coisas melosas? Peguem todas elas e dê descarga, pois a pessoa que postou morreu após fazer um salto de paraquedas sem o equipamento apropriado e quem está aqui agora dando as caras é alguém com o coração de gelo.
Prazer, sou a pior pessoa que vocês vão conhecer.

- Revenge, Karyne Santiago.

"Nosso passado define quem somos." 

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