sexta-feira, 7 de junho de 2013

Eu não queria, me recusava a ter essa esperança tosca, essa coisa ridícula e estupida dentro de mim. Ainda sofro me recusando a aceitar, mas é impossível. É impossível não sentir prazer em alimentar essa esperança, é impossível não alimenta-la. Me sinto tão confusa que estou sufocando. É como se quisessem brincar comigo o tempo todo. Me jogam pra cima, sorriem pra mim, e em seguida me deixam espatifar no chão, sozinha. Que loucura é essa meu Deus? Que estupidez é essa que não me deixa seguir um rumo. Qual sentido de passar por isso? Qual o sentido de alimentar isso? Eu cansei de acreditar que 'aquilo' é pra mim, ou que aquilo outro 'foi provocação', eu preciso parar de acreditar em contos de fada, príncipe encantado e todas essas baboseiras. Afinal, estamos na vida real, a bruxa fez o estrago e se mandou, o príncipe virou sapo e não o inverso, e eu sou só a princesa largada no meio da floresta perigosa no breu da noite.


- E o conto de fadas, cadê?, Karyne Santiago.


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