sexta-feira, 14 de junho de 2013

Estou vendo se embebedar com o próprio veneno. Cavar um buraco tão fundo que pra sair vai ser difícil. São inúmeros erros em sequencia, um pior que o outro. O muro está rachando lentamente, e alguns pedregulhos já começaram a cair fazendo quem está de fora notar que toda aquela fortaleza vai cair. Aos que estiverem por perto, protejam-se, pois nem os melhores engenheiros do mundo conseguirão evitar tamanha demolição. Ninguém é tão forte capaz de suportar essa autodestruição, ninguém é tão forte capaz de se reconstruir sozinho. Ninguém... Ninguém pode viver sozinho. Mas a cada dose do veneno, a cada cavada no imenso tumulo, a cada pedregulho que cai, quem está perto se afasta por medo. Fulano se afasta e leva sicrano, que leva beltrano, e assim vai até restar a solidão. Será que não enxerga isso? Será que não está vendo que é uma bomba relógio que a qualquer hora fará essa muralha desmoronar? Tem muita coisa ai debaixo dessa pele que ninguém seria capaz de suportar sozinho, muito menos você. 

- Vai desmoronar, Karyne Santiago.

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