domingo, 14 de abril de 2013

Embora eu diga que cansei, que cheguei ao meu limite, que quero jogar tudo para o ar e parar de sofrer por pessoas que não me merecem, eu não posso. Quem dera poder me libertar assim de tudo aquilo que me faz mal. Eu conseguiria ser uma pessoa mais leve assim, mas o meu coração não deixa. 
Sabe, eu sei que os meus problemas não são os piores do mundo, sei que tem muita gente com situação pior, mas sinceramente, só eu sei o quanto cada batida do meu coração dói. Eu já apanhei tanto da vida, que começo achar que ela está sempre tentando recompensar as surras que a minha mãe nunca me deu. É tipo aquela historia do biscoito, a vida me dá um biscoito, daqueles bem gostosos e recheados, e dai me bate, e quando vê que eu não posso mais me defender ela toma o biscoito de mim. Sempre foi assim, e eu já deveria ter me acostumado com isso, mas quem disse que a gente se acostuma com coisas ruins? Da vida, a gente pode apanhar quantas vezes for preciso, mas quando a surra acabar ainda vamos ter a esperança de que se fizer de novo, tudo vai dar certo. Mas não vai. Bem que eu queria ter apanhado mais da minha mãe, acho que doeria menos e eu teria aprendido a fazer as coisas direito. Talvez eu não me entregasse tanto para as pessoas, talvez eu não fosse tão carente de atenção, ou tivesse tanto medo de ser machucada, talvez eu me apaixonasse pelo cara certo e faria ele se apaixonar por mim de verdade, e se não desse certo, talvez eu terminaria o namoro como quem termina de fazer uma tarefa. Isso seria ótimo! Amar quem me ama e se não der certo que "se foda". Mais infelizmente as coisas não são assim pra mim. Eu sempre me entrego demais para as pessoas erradas, sempre tenho excesso de carência e isso afasta todo mundo de mim, eu tenho tanto medo de ser machucada que isso me faz ser machucada sempre, e eu sempre me apaixono pelo cara errado. Não importa quem seja, ou como começou, sempre vai ser o cara errado, daquele tipo de bad boy que vai pisar em mim até me ver no fundo do poço, do tipo que nem vai se importar com nada, que tanto faz... Parece que eu tenho um grande atrativo pra esse tipo de cara, como se eu fosse uma etapa de vida de todos eles. É sempre a mesma historia: "você vai fazer ela se apaixonar por você, se entregar, vai tirar tudo dela, deixa-la dependente de você como de uma droga, e então vai larga-la, mas não de uma vez, primeiro você a faz sofrer, passa por cima dela, arranque lágrimas de sangue e quando o coração dela estiver estilhaçado, você vai embora.". E dai eles seguem essa ordem, fazem tudo como as instruções mandam e partem para sempre. E dai sempre vem algum idiota dizer "ele vai pagar pelo que ele fez, é só esperar", mas não, essa pessoa encontra a felicidade mais rápido que eu que passei a vida inteira procurando. E eu? Ainda estou no fundo do poço. A unica vez que poderia ter sido diferente, eu recuei por medo, eu fui embora, eu parti, e me cobro até hoje, a felicidade que eu perdi partindo. Poderia ter sido diferente, eu poderia ter sido amada, mas eu fugi por medo de ser magoada outra vez. Me entreguei pra outro alguém  que está na metade do caminho para ir embora também  É, eu acho que seria melhor ter apanhado da minha mãe, ela teria me batido com certa piedade, a vida nem deve saber o que é isso.

- Os meus band-aids acabaram, eu não sei nem por onde começar, pois não se pode fazer curativo nesse ferimentoNa verdade nunca se pode consertar um coração, Karyne Santiago.

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