segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O que eu faço com esse ciúme que me consome ao todo o tempo inteiro? O que eu faço com esse amor que causa dor? O que fazer com esse medo estupido de te perder? Quando estamos juntos, no ápice do ato triunfal, a única coisa que passa pela minha mente é “Sou eu que estou aqui, e não ela! Ele me quer, não ela! Eu tenho ele, não ela”, me encho de certezas e forças vindas sei lá de onde, mas de repente, quando as cortinas se fecham, quando a cena acaba, e quando todos os hormônios se acalmam, quando estou só, abraçada aos joelhos e molhada pelas lagrimas que passam pelas maçãs do rosto como acido, o pensamento de que ela é perfeita pra você e não eu, me toma por inteiro. O que fazer quando isso acontece? Te contar? Não, isso não! Sou orgulhosa demais pra admitir que eu sei de cada palavra sua pra ela, e de cada passo seu, de cada olhar. Pois é, eu sei tudo isso, menos o que mais queria saber, o que eu precisava saber… O que você pensa! O que você realmente quer! Eu necessito mais que tudo saber isso, ter certeza, pra poder ter aquela força que só tenho quando estou deitada sobre seu peito no fim do ultimo ato, mas você só me causa incertezas e perca de forças. Ela ou eu? A menina perfeita ou a completamente contraria a você? Diga-me, porque sinceramente, essa peça tem dois finais, o que a mocinha termina no “felizes para sempre”, e o que ela se joga do alto do precipício mais alto do vilarejo onde mora, acabando com todas as incertezas e dores. E ai? Quer ganhar um Oscar por melhor drama ou por melhor conto de fadas? Você é o ator principal, o diretor da peça e o roteirista, só precisa decidir o seu final triunfante.

- O ultimo ato, Karyne Santiago. 


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