terça-feira, 6 de setembro de 2011

Depois de um tempo sua fixa caiu. Ela olhou para os lados, a casa parecia vazia mesmo tento mais de uma pessoa lá. E então ela chorou. Lágrimas de arrependimento ou de raiva, ninguém sabe ao certo. Depois de ter se desmanchado em lágrimas, com a voz fraca e com pernas e mãos tremulas ela disse: 
- Eu quero a minha menina. - caindo nos braços do marido, desmaiada. 
Sua filha com mochila nas costas do outro lado da cidade andava sem um rumo. 
Ela só pensava em se distanciar cada passo mais enquanto suas lágrimas rolavam sem cessar. Tinha vontade de mudar seu trajeto e voltar para casa, mas tudo ainda doía. As mentiras, as injustiças, os medo. Tudo girava em sua cabeça, a fazendo derramar uma lágrima a cada passo.



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