quinta-feira, 17 de dezembro de 2015


O que você fez? Quero dizer, esse ano o que você fez? Por você mesmo e pelos outros? 
Você conseguiu conquistar todas as coisas que queria? Deixou passar alguma oportunidade importante? 
Nós vemos o começo de mais um ano como um recomeço. Fazemos uma lista de coisas que apesar de serem possíveis, no fundo sabemos que não vamos chegar a realizar. Planejamos ir para academia no segundo dia do ano, ou pelo menos na primeira segunda-feira depois das festas, nos organizamos para mais um ano na escola, ou para o primeiro dia na faculdade. Nos programamos para começar aquele curso que queríamos a tempos e até mesmo pra começar a tirar a habilitação. Nos preparamos para arranjar um emprego, ou crescer no que já temos. Desejamos um novo amor, novos amigos. Sonhamos com viagens, férias, estreias de filmes, lançamentos de livros. Nossa lista vai de "guardarmos mais dinheiro para poder viajar no final do ano ou comprar um carro", até "ser mais sociável", "ser mais sorridente" etc.
Nada do que planejamos para o nosso futuro é completamente impossível, você pode até mesmo listar que quer ganhar na mega sena, porque não? Pode ser que aconteça. Mas não é sobre as possibilidades que quero falar. A questão é: O QUE VOCÊ REALIZOU DA SUA LISTA NESTE ANO? 
Ficou algo a ser feito ou falado? Porque se ficou podemos resolver isso agora mesmo. Se algo não pôde ser realizado até agora, aguenta firme que ainda tem chão até o fim, e se até lá você não conseguir, RECOMECE. 
Tu quer fazer um curso? Vamos lá, entre no Google, pesquise, vá atrás. Tu quer emagrecer? Ótimo, já foi atrás da academia? Tu quer um carro novo? Batalhe, talvez não venha agora, mas virá. Só você pode ter o controle dos sonhos que se realizarão. Você precisa fazer acontecer. 
Precisamos fazer acontecer! 
Passei dias pensando em escrever algo sobre o meu ano, mas pra mim não seria suficiente falar apenas do meu ano, porque eu, caro amigo, fiz pouquíssimas coisas acontecerem nesse meu ano e precisei de um choque de realidade pra me fazer olhar em volta e ver que onde eu poderia crescer 1 metro, eu cresci 10cm, ou até menos.
Então vamos lá! Vamos levantar do sofá aconchegante de casa e fazer algo por nós mesmo. 
Perca um tempo sozinho com um papel e uma caneta ou no bloco de notas do celular e escreva o que quer realizar durante o novo ano cheio de promessas que está vindo por ai. 
2016 está batendo na porta, ansioso para o primeiro encontro contigo, não o decepcione. Vá com tudo. Não deixe mais um ano passar por você enquanto você masca um chiclete velho e sem gosto com cara de tédio. CONQUISTE o seu ano como se ele fosse o novo amor da sua vida. 
O meu recomeço nem começou ainda, mas cá entre nós? Eu já estou fazendo acontecer. E você? Vai ficar ai parado mais uma vez?  






segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Quem sou eu afinal? 
Sempre fui aquele tipo de pessoa reservada, de poucos e bons amigos. Nunca cheguei a lugar algum querendo ser o centro das atenções, aliás, atenção é uma coisa que me assombra. 
Eu era a garota do fundão na escola, e isso ainda acontece na faculdade. Sou de poucas palavras, prefiro guardar o que penso pra mim, e isso é ótimo as vezes porque rende bons textos. 
Nunca fui falante, exibicionista, apesar de as vezes alterar a voz tremula a ponto de ela sair esganiçada como um grito sufocado, mas isso só nas conversas boas, com pessoas que sei que vão rir da voz de taquara rachada. 
Sempre desejei passar despercebida em todos os lugares. Só fiz questão de chamar a atenção daqueles que mereciam o meu melhor. Para os outros, sempre esbanjei a minha boa educação, com um "oi", um "bom dia" ou um "boa noite". Afinal, educação não é falsidade e todo mundo gosta. Mas apesar de sempre tentar manter o equilíbrio com a boa educação que me foi dada, as pessoas sempre tomaram suas próprias conclusões. 
Fui do tipo de garota que passou anos ouvindo "nossa, antes de te conhecer eu achava que você era metida". E tudo isso, só por não sair por ai "dando bom dia a cavalo". 
Que me desculpem os ousados, mas prefiro mostrar quem realmente sou para aqueles que merecem. Aqueles que irão entender uma cara feia aqui ou ali, um revirar de olhos ou uma bufada de raiva as vezes por ter ouvido alguma coisa muito idiota. 
Prefiro esbanjar sorrisos pra quem me sorri de volta, pra quem chega em mim e fala qual o problema, pra quem me puxa a orelha ou me dá colo quando preciso. Prefiro contar minha vida, compartilhar meus inúmeros humores pra quem está disposto a ouvir e aturar. 
O resto? Ah, o resto me julga falsa, antissocial, antipática, sem graça, chata, falsa... E apesar disso sempre ter me incomodado, e por vezes eu ter me desdobrado pra ser quem queriam que eu fosse, eu aprendi que somos quem somos e que nunca vamos agradar todo mundo. 
Tenho as minhas peculiaridades, meus risos frouxos, minha voz esganiçada, meu silencio, minha timidez, minhas bochechas coradas, meu revirar de olhos e com certeza a minha educação. Eu sou assim, me descobri assim e não vou mudar porque fulano disse pra ciclano que beltrano falou que não gostou daquele dia que eu fiz cara de tédio em uma conversa chata, ou porque fulano acha que sou chata pra estar no meio do "grupo". 
Me desculpem queridos, eu sou assim e não abaixo a cabeça pra quem pensa que tem o direito de me moldar conforme quer. 
Se você não tem a capacidade de me aceitar com todos meus defeitos, me recuso a lhe mostrar minhas qualidades. 


domingo, 13 de setembro de 2015

O que é o amor afinal? 

Há alguns dias me desafiaram a responder qual era o "maior amor", e minha resposta confusa e um pouco contraditória chocou algumas pessoas, pois como alguém pode ousar dizer que não existe amor se diz "eu te amo" para as pessoas que considera importantes? 
Enfim, tive um grande momento de reflexão, talvez como filósofos - ou não - e cheguei a pontos que iam formando uma nada breve conclusão. 

Como cristã, acredito que não existe amor maior que o de Deus. Afinal, nenhum ser vivo na terra teria a capacidade de perdoar, de ter misericórdia, de compreender e de se sacrificar entregando um filho para lavar os nossos pecados. 
Esse amor de Deus por nós, tenho pra mim que seja o verdadeiro amor. E notem que eu disse "verdadeiro amor" e não "amor verdadeiro". Qual a diferença? Linguisticamente falando, nenhum - eu acho -, mas na minha concepção, "verdadeiro amor" refere-se a algo que dentre muitos significados tem um que realmente é "verdadeiro", importante, um destaque. Já "amor verdadeiro" passa a impressão de que há possibilidade de existir um falso. Deu pra entender? Provavelmente não, já que ainda estou tentando organizar minhas ideias. Mas chega dessa coisa de significados, e vamos voltar ao assunto... 
Se o amor que Deus sente por nós é o maior, então o que sentimos uns pelos outros é o que? 
Na minha humilde opinião de menina que sempre viu o amor como o final feliz de filmes românticos e contos de fadas, o amor não existe (barulho de explosão)! Bom, ESSE "amor" não existe. 
Ouvi um dia uma sabia mulher dizendo que o amor está nas atitudes. E essa simples frase foi o ponto final das minhas reflexões. 

O amor HUMANO está baseado em atitudes e por esse fato não é eterno como o Deus - ou do "felizes para sempre". Mas não é por não ser eterno que deixa de ser amor. 
Nós amamos nossos pais, nossos amigos, familiares, namorados e bichos de estimação e esse amor é um tipo de recompensa pela atitudes deles conosco, afinal, ninguém pode dar aquilo que não tem ou recebe. 
Já ouviram aquela historia da gentileza? "Gentileza gera Gentileza". Então... Com o amor é igual. Se alguém nos faz algo bom, nós os amamos, nós o queremos por perto, queremos fazer algo bom por ele também para mostrar que o amamos. Se alguém nos faz mal, nós passamos a ter algo contra quase de imediato (E não! Não existe NINGUÉM no mundo que AME alguém que só fez mal. Não sejam hipócritas e vistam-se como os falhos seres humanos pecadores que são!).

Amor gera amor, assim como a gentileza gera gentileza e a maldade gera mais maldade. Porém como seres subjetivos, que vivem em constante mudança, a pessoa que te fez mal pode um dia lhe fazer o bem e o ódio se tornar amor, ou vice-versa. O amor humano não é eterno. 

Se digo que lhe amo, é porque naquele momento realmente lhe amo e tudo que estiver ao meu alcance pra te provar eu farei, porque nosso amor se baseia em atitudes e não sentimentos. E pode ser que um dia esse amor deixe de existir, pois nós somos feitos de mudanças. 
Que isto fique claro pra mim mesma em primeiro lugar e pra vocês. 

O amor existe em diversas possibilidades e significâncias. E ele vai do verdadeiro amor para os cristãos, do amor perfeito para os viciados em livros e filmes, do amor de mãe que é inigualável, e por muitos outros até o amor cotidiano que é aquele que você exerce todos os dias através das atitudes  com aqueles que são iguais a ti... Humanos. 





segunda-feira, 27 de julho de 2015

Eu te amo! Amo passar o dia com você. Fazer nada, fazer tudo, correr porque algum dos dois esqueceu alguma coisa ou porque está atrasado. Amo brigar com você, mas não aquelas brigas sérias. Amo quando você me irrita e eu fico chata e você cura minha chatice com beijinhos e abraços.
Todo mundo pergunta o que foi que eu vi em você, mas deveriam perguntar o que eu vejo que eles não podem. Eu vejo tanta coisa em você que você nem imagina. 
Eu amo você! Amo você sendo palhaço, tendo ciumes e me irritando. Te amo falando dos seus projetos. Te amo tentando me explicar as coisas técnicas de uma câmera e admito que não faço ideia do que está falando, mas a forma como fala me encanta. Amo você falando de carros, mesmo que eu não entenda nada sobre eles. Amo você com crianças. Amo você com sono. Amo você sem saber cozinhar e até me ajudando na faxina.
Amo como sente minha falta, amo quando me pede carinho e quando fala que eu não sou nada carinhosa, porque comparando nós dois eu sou um poste.
Amo você sorrindo, amo suas ruguinhas de baixo dos olhos quando sorri. Amo seu olhar que vai do "feliz" ao "sério". Amo quando você planeja nosso futuro, mesmo tendo medo. 

Amo quando você me abraça no estilo "eu vou te proteger pra sempre", amo quando beija a minha testa e quando perde o olhar em mim as vezes, achando que eu não estou vendo. Amo ficar abraçada em você porque me traz paz e me acalma.
Amo ir dormir ouvindo você respirar do outro lado da linha, e não vejo a hora de te ouvir na nossa casa, no nosso quarto, na nossa cama! Não vejo a hora de te acordar com um beijo de bom dia, e olha que eu nem gosto de dar bom dia. Não vejo a hora de tomar café com você, de chegar do trabalho depois das seis e me jogar no sofá do seu lado, e deixar a TV ligada em alguma coisa que não vamos assistir porque estaremos cochilando um em cima do outro.
E eu quero isso com você, e só com você!
Hoje eu entendo porque todo o resto nunca deu certo. Tinha que ser com você! Estava escrito!
Nossos caminhos foram feitos pra se entrelaçarem e formarem um só pra gente seguir junto!
Resumindo... Eu te amo! E eu amo amar você. 







terça-feira, 30 de junho de 2015

Histórias, momentos, conversas... Tudo jogado em algum lugar secreto demais para descobrimos onde fica. O que um dia pode ter sido desejado "cair no esquecimento", o que sempre fará parte do nosso passado e de quem somos, desaparecerá da histórias.
Fotos excluídas, arquivos queimadas, pertences dados à algum desconhecido.
Somos personagens de séries de TV que são mortos em todos os finais de temporadas, porém são reinventados no começo delas. Caímos, levantamos, morremos e voltamos em outra casca a todo momento. Nossas histórias se perdem entre outras tantas histórias. Somos apagados. Nos tornamos invisíveis. Caímos no esquecimento. 
Não somos guardados em disquetes, HDs, CDs, DVDs, pendrives ou nuvens. Só estamos ali naquele momento, e quando acaba, deixamos de estar. 
Saímos de nossas próprias historias sem ao menos cumprir aviso prévio. 
Basta um "PUF" para sumir da eternidade de memórias incríveis criadas para o nada.
O que resta no final da temporada é sempre um aprendizado clichê que você decide se vai levar ou não para seu próximo personagem. E não caro amigo, não estou falando de vida após a morte ou reencarnação. Falo dos nossos momentos como aprendizes do que significa ser humano, onde as temporadas podem durar anos.
Vivemos em um carrossel que nunca para de girar, como diria Meredith Grey. Mas a cada giro temos percepções diferentes. Nunca será igual, nunca terá volta. 
Nem mesmo memórias restam do passado. Até elas são apagadas quando estamos com falta de espaço. Nós sumimos de nossas próprias mentes assim como as abelhas estão sumindo de todo o mundo.
Mas então, o que vai restar no final? 



quinta-feira, 28 de maio de 2015

Chega um certo momento da vida que tudo que fazemos, sentimos e planejamos vai pra balança. 
Não devo falar só por mim quando digo que vivemos calculando o peso das coisas em nossas vidas. 
Estou no auge dos meus 20, e não cheguei nem perto da metade, mas, quando somos mais jovens os pesos são mais leves. 
Conhecemos pessoas que achamos que ficarão em nossas vidas para sempre, desgostamos de pessoas só por "não ir com a cara dela", e fazemos dramas atrás de dramas por medo não ser aceito. Bom, na parte de "não ser aceito", eu não garanto que vai passar, pois a gente tem uma maniazinha de achar que nunca seremos "bom o suficiente", mas em relação às outras coisas...
Com meus 20, aprendi que pessoas vão chegar e sair da minha vida a todo momento. Que algumas partidas vão doer como se tivessem arrancando meu coração do peito e que outras eu nem vou sentir falta. Aprendi também que "não ir com a cara" de determinada pessoa não me fará ser melhor do que ela, afinal, não sou melhor do que ninguém, e "não ir com a cara" é superficial demais pra ser um motivo. Notei que os pesos da minha balança agora são diferentes. Antes eles eram planos, e agora é real.
O peso dos 15 é o constante planejamento do que queremos ser no futuro, já o dos 20 é constante questionamento de quem você é agora.
Nunca deixamos de fazer planos, mas a cada ano que passa pisamos com mais firmeza nessa estrada cheia de pedregulhos chamada vida. Se aos 15 você achava que com 20 já estaria com boa parte dos planos concretizados, aos 20 você percebe que ainda está só no começo da batalha, e que tem muita pedra pra entrar no sapato ou te fazer tropeçar.
A cinco anos atrás eu jamais escreveria isso, a 3 anos atrás eu duvidava que a vida tinha um sentido, a 1 ano atrás eu me achava esperta o suficiente pra entender muita coisa, a 4 meses atrás eu temia pelas minhas próprias escolhas, a 1 mês atrás eu questionava a mim mesma coisas que nunca pensei que sentiria/faria e ontem eu estava chocada com a quantidade de pessoas que foram embora da minha vida sem ao menos dizer um "adeus". Amanhã pode ser que ao acordar eu descorde de metade dessas coisas, daqui 10 anos eu sei que vou olhar pra esse texto, sorrir e dizer pra mim mesma "essa menina não sabia nem metade das coisas e já achava que sabia muito", mas a vida é essa coisa maluca com um sentido abstrato e estrada difícil. É feita de escolhas, mas não vem com manual de instruções ou valor estatístico de possibilidades que podem ou não dar certo. É um tiro no escuro. E cabe somente a você saber como aproveita-lá.
Aproveite enquanto há tempo.



Já parou pra pensar no destino triste que o passado tem? 
Todo mundo diz que o futuro é importante e valioso e discutem sobre a relação que o presente tem com o significado da palavra. Mas o passado sempre é algo que tem que ser deixado para trás. Afinal, ninguém além do museu vive dele. 
Seja ele bom ou ruim ele está destinado a se tornar memórias que com o tempo serão falhas. Está destinado a ser uma foto velha numa caixa empoeirada em cima do guarda roupa ou no fundo de uma gaveta que nunca abrimos. Ninguém se lembra que foi o passado que fez nós sermos quem somos.
A gente esquece que sem ele não temos história pra contar para os netos, nem tem situação engraçada pra rir, ou uma lembrança pra encher nossos olhos de lágrimas. Sem passado não há lutas e/ou sofrimentos, mas como consequência, também não há vitória.
Agradeço por ter um presente todos os dias, e espero ansiosamente pelo meu futuro brilhante e promissor, mas apesar de todo um roteiro de drama, sou grata pelas fotos amareladas em caixas empoeiradas, agradeço as lutas e principalmente as pessoas que me fizeram lutar. Meu futuro pode acabar não superando as grandes expectativas, mas o meu passado foi brilhante! 



segunda-feira, 23 de março de 2015

Quantas vezes você já se perguntou "e agora?"?
Essa pequena pergunta simples e aparentemente inofensiva, tem o poder de nos tirar o sono.
Você pode não ser a pessoa mais organizada do mundo, mas com certeza planeja ou sonha com um futuro a sua maneira. Mas e quando a vida segue um rumo diferente?
Não sei pra você, mas é um tanto frustrante não ter o poder de controlar tudo exatamente como queremos. Eu sempre soube que, como naquele ditado "o futuro a Deus pertence", mas sempre tive uma pequenina vontade de burlar as regras e dar uma espiadela no meu futuro. Quero saber quem eu serei, como serei, se estarei bem, física e emocionalmente. Quero saber quantos filhos eu realmente terei, e se vou mesmo me casar. Porque é fácil colocar os projetos no papel, e é fácil entrega-los nas mãos de Deus. MAS, como sempre tem um MAS, o lado humano, egoísta e extremamente curioso não nos deixa aquietar o coração e acreditar que se nada do que foi planejado acontecer, tem coisa melhor por vir.
A gente falha o tempo todo em se desesperar com todos os "e agora?".
A gente falha em não ter a verdadeira fé, daquela que move montanhas.
A gente falha em ser tão humano, a ponto de desacreditar das coisas boas. Porque acredite você, ou não, elas existem! 
E quando elas chegam de surpresa, quando aparecem do nada, a gente não da tanta importância. Aprendemos a colocar na balança todas as coisas ruins, e acumulamos elas, enquanto as boas ficam no "peso pena", num cantinho qualquer da vida, sem receber o merecido valor. 
Somos ignorantes o suficiente pra dar ibope para coisas ruins, e descartar as boas, porque o bom, nunca é realmente bom. Nosso famoso "rei na barriga" sempre acha que merecemos mais.
E ai o "agora" sufoca, o peso ruim nos puxa para o fundo do mar. E sinto em lhe informar que nenhum salva vidas aparece se você não pedir por socorro.
Mas e ai... E agora? 





terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A gente descobre que um cupido nos acertou em cheio, quando colocamos a frente a felicidade do outro, e é ainda mais certeiro quando acordamos e dormimos com um desejo enorme de fazer o outro feliz. Podemos passar uma vida inteira sendo atingidos de raspão. Deduzimos que paixões são amores eternos e nos confundimos com alguns "certos e errados". Mas quando é realmente certo, tudo em volta conspira a favor. Quando é certo, as cores ganham vida, o ar fica leve, os amigos comemoram, o céu sorri pra você. Quando é certo o coração dispara, as bochechas coram, as pernas falham, a pele arrepia. Quando é realmente certo a gente conta os milésimos de segundos pra estar perto, e só estar perto parece nunca ser suficiente. Quando é certo a gente não faz juras, nem promessas, a gente planeja, de mãos dadas, com fé, com orientação Divina. Quando é certo a gente briga, vira a cara, sente ciúmes, pra depois pedir uma pausa e dar beijinho pra fazer as pazes. Quando a flecha é fincada no peito com amor, o coração não sangra, não chora, não sente dor. A gente sente o corpo todo anestesiado e curado de toda escuridão que algum dia nos habitou. Quando é amor, é diferente, é inexplicável, não da pra medir em palavras. Quando é amor, a gente se comunica por olhares, por sorrisos, por toque, por saudade. Quando é de verdade, a maré empurra a gente pra praia, onde a terra é firme, só pra mostrar que o que sentimos também é.



domingo, 11 de janeiro de 2015

Passei um tempo procurando alguém que beirasse a perfeição. Uma pessoa leve, solta, responsável, carinhosa. Alguém que me fizesse sorrir, que ao me olhar rolaria aquela química louca de comédias românticas. Alguém que planejasse o futuro comigo, que quisesse compartilhar tudo, menos o sorvete nas tardes de domingo, porque o pote seria todo meu, é claro. E eu achei, e deixei o fogo queimar cada pedaço de mim, pra depois me tornar cinza e ver que tudo aquilo não tinha passado de ilusão. Dai, no meio da estrada, eu encontrei alguém vindo na contra mão, alguém que ia contra tudo que eu esperava. Gênio forte, marrento, ciumento. Meu oposto. Aparecido que só ele, meio moleque, de pavio curto. Alguém que me cumprimentava com um chutinho na panturrilha, que me empurrava pra longe, depois me puxava pra um abraço desajeitado. A pessoa que me chamava de gorda, chata e zoava a cor desbotada do meu cabelo, sem contar as vezes que riu da minha cara pelo par de chifres que levei no passado. E ai eu me apaixonei. Não por gostar de levar um chute na canela, ou ser chamada de gorda, mas por perceber que entre os 5 minutos sem os insultos ridículos, ele me olhava nos olhos, e dizia baixinho que amava meu olhar. Me apaixonei por todos os abraços desajeitados, e pelo papinho de "da um sorriso pra mim, seu sorriso é lindo". Me apaixonei pela espera, por todas as brigas, por toda a luta pra conseguir me conquistar. Me apaixonei pela crise de ciumes no meio da rua, pelas discussões sobre estar ou não namorando. 
Ele continua vindo na contra mão, e vez ou outra a gente bate de frente. Ainda sou a gordinha do cabelo desbotado. Mas agora sou a gordinha de cabelo desbotado dele. 



sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

À meia noite do dia primeiro de janeiro de 2014, eu estava sozinha na varanda assistindo a queima de fogos com um vazio no peito que ardia. Decidi não criar expectativas pelo ano que estava por vir, optei por não fazer planos e nem promessas. 2014 seria apenas mais um ano e ponto. Logo no primeiro mês tive uma surpresa, no caso dessa, uma bem ruim. Em um dia que já trazia lembranças ruins, a família perdeu o chão. Os dias passaram, e as coisas fluíram. O ano passou como se os meses fossem décadas. Sorri, chorei, amadureci, conheci pessoas que julguei serem importantes, e posso dizer que algumas foram só ridículos obstáculos que fico feliz em ter deixado pra trás, e com orgulho afirmo que algumas poucas eu levarei por muito tempo. Eu realizei sonhos, desisti do que foi necessário, coloquei um ponto final em todas as coisas não resolvidas. Até o coração sofreu mudanças, pra acompanhar o cabelo novo e os novos motivos pra sorrir. Dancei conforme a musica. Fui amiga, filha, irmã, adulta, menina, medrosa, otimista, guerreira, e até mal criada. Descobri um lado meu que não conhecia. Me cansei, tive noites mal dormidas, viajei, e viajei muito. Curti praia, piscina, interior e encarei a cidade grande. Me ajoelhei aos pés do Mestre pra pedir socorro, tive insonia por preocupação e também por estar empolgada demais. Amei. Amei a mim mesma, amei minha família, amei meus amigos, amei minha Nina, amei a Deus, amei a natureza. Mas também tive meus momentos de raiva. Odiei estar só, odiei ver pessoas que amo chorando, odiei chegar atrasada, odiei perder aquela festa, e até chorar por quem não devia. Em 2014 eu vivi e sobrevivi. Me libertei de algumas jaulas em que eu mesma me mantinha presa por segurança, ou acomodação. Tive as minhas muitas guerras interiores, e com muito orgulho digo que venci cada uma delas. Abracei quem estava sentindo falta, matei a saudade, e me despedi querendo ficar mais um pouco. O ano acabou, sem deixar saudade, mas com alguns marcos, e algumas histórias boas pra contar para os netos daqui alguns muitos anos. 
Que 2015 supere. Que venha carregado de surpresas e bençãos, e que preencha todas as lacunas que 2014 não deu conta. 



sábado, 20 de dezembro de 2014

Não, eu não sou o tipo de menina que você conhece. Eu não sou super segura, e cheia de mim. Não sou simpática e não forço relações. Se eu gostei de você e você gostou de mim, ótimo. Se gostei de você e não foi reciproco, a vida segue. Não sou aquele tipo de garota que tem falsa modéstia, mas não sei receber elogios. O mais importante pra mim é o meu interior. Eu não tenho paciência, mas não sou encrenqueira. Geralmente quando estou com raiva me isolo pra não falar besteira e magoar alguém ou a mim mesma. Eu sou o tipo de garota que aprendeu com as surras da vida que felicidade não se grita, que amor não precisa de platéia, e que é melhor ser você mesmo, do que interpretar um personagem pra agradar os outros. Não sou o tipo de garota decidida, cheia de atitudes, mas tenho meus momentos de coragens absurdas. Não sou carismática, mas tenho uma dose de educação que excede limites. Sou o tipo de garota que idealiza tudo, que gosta de planejamentos. Não tenho amigos por quantidade, e sou um tanto seletiva demais quando se trata de relacionamentos. Talvez seja por isso que estou só. Gosto da solidão quando ela é uma opção. Sou do tipo que o dia perfeito se resume em: frio, cama, chocolate quente e uma comédia romântica. Vivo entre livros, e tenho tantas prioridades que meu coração tem varias coisas em "primeiro lugar". Não sou a garota que troca de amor a cada semana, mas sou a garota que acha que o beijo é sim uma coisa pra acontecer entre pessoas que se gostam, não apenas que se desejam. Acredito demais na bondade das pessoas, sempre acabo deixando prevalecer o lado bom e com isso vivo tendo decepções. Sou um tanto egoísta, um tanto insuportável, meio irônica, meio intolerante. Nunca puxo assunto, nunca vou atrás, e sou orgulhosa. Estou longe de ser a mulher certinha, e mais longe ainda de ser a gostosona das baladas. Sou imperfeita, cheia de defeitos, neuras, traumas e cicatrizes e me amo assim, e as vezes me detesto também. Não obrigo ninguém a ficar, mas já aviso pra quem fica, que eu não mudo por ninguém.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Deixa eu adivinhar, ele disse que você era linda e única pra ele. Planejou as melhores coisas pra vocês dois, te fez sonhar e sentir todas as borboletas do mundo no estômago. Ele foi um perfeito cavalheiro. Observador, romântico, determinado. Ele te disse que sempre consegue o que quer, e bom isso talvez seja a única verdade que vai ouvir ele dizer. Ele não acredita no amor como diz. Ele consegue o que quer rápido demais e você sabe o que dizem sobre isso, as pessoas que tem as coisas fáceis demais não dão valor, e isso é um fato. Ele não vai cumprir as promessas, e vai desistir de você antes que perceba. Só espero você seja mais esperta que eu, e todas as outras que ele chamou de “única”.



terça-feira, 4 de novembro de 2014

Todas as coisas que passei durante meus poucos 20 anos de vida me ensinou uma unica coisa: nunca, em hipótese alguma compartilhe parte da tua felicidade com as pessoas. Tudo que você comemora antes de acontecer, não acontece. 


sábado, 1 de novembro de 2014

Ela tem uma intensidade que transborda pelos olhos. Algo que não cabe nem dentro dela mesma, e isso vez ou outra chega a ser assustador. Ela é extrema e sincera demais. É o tipo de garota que guarda um milhão de segredos e ainda assim consegue ser um livro aberto. Ela tem uma beleza admirável e nem imagina. Ela expõe o que sente, sem medo sabe? Quando quer algo se joga de cabeça mesmo, e isso é o que eu considero o defeito e a qualidade dela. Os olhos dela me assustam as vezes. Eles expressam força e ao mesmo tempo vulnerabilidade. Ela é tipo aqueles cubos mágicos cara. São irritantes, estressantes, interessantes e com certeza mágicos. É uma mistura de paranoias e sonhos que eu nunca vou entender. Ela é mulher, é menina, é meu sonho e pesadelo, tudo em uma só. E isso me assusta, me confunde, me dá medo. Num segundo eu penso que se machuca-la vai ser como arrancar as pétalas de uma flor, noutro eu tenho certeza de que se isso acontecer é ela quem vai me destruir. Eu odeio isso nela! Odeio nunca saber o que ela está pensando ao certo. 
As vezes ela me ama e eu tenho certeza disso, e as vezes ela fica em silencio me castigando com seu suave desprezo.







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